Os rostos invisiveis da colheita do morango no Alentejo
Investigacao de tres meses revela as condicoes precarias dos trabalhadores sazonais nas estufas do Alentejo.
Uma investigacao de tres meses revela as condicoes de trabalho dos trabalhadores sazonais na agricultura portuguesa.
O inicio da jornada
Sao cinco da manha em Odemira e os autocarros comecam a chegar. Dezenas de trabalhadores, maioritariamente do Nepal e da India, descem em silencio e caminham para os campos de estufas que se estendem ate ao horizonte.
Durante tres meses, acompanhamos o quotidiano destes trabalhadores. Falamos com mais de 40 pessoas, visitamos 12 exploracoes agricolas e analisamos centenas de documentos.
As condicoes no terreno
Trabalho 10 horas por dia, seis dias por semana, conta Raj, 28 anos, natural de Katmandu. Recebo o salario minimo, mas depois descontam o alojamento. O alojamento e um contentor partilhado com outros cinco homens, sem agua quente.
O que dizem as empresas
Contactamos as cinco maiores empresas agricolas da regiao. Tres recusaram comentar. As duas que responderam afirmaram cumprir todas as obrigacoes legais.
O futuro
O Ministerio do Trabalho anunciou um reforco das inspecoes. Mas os sindicatos consideram a medida insuficiente.