Elogio da lentidao numa era de velocidade
Numa sociedade obcecada com a velocidade, redescobrir a lentidao pode ser o ultimo ato de resistencia.
Vivemos obcecados com a velocidade. Internet mais rapida, entregas no mesmo dia, respostas instantaneas. Mas a que preco construimos esta catedral da pressa?
O culto do imediato
Na semana passada, esperei tres minutos por um cafe e dei por mim impaciente. Tres minutos. O tempo que o meu avo levava a enrolar um cigarro, tempo que ele considerava bem gasto na contemplacao do mundo.
Os grandes pensadores da historia nao tinham smartphones. Darwin passeava. Einstein tocava violino. Newton sentava-se debaixo de macieiras. Nenhum deles estava a fazer scroll no Instagram.
A revolucao lenta
Proponho uma revolucao. Nao violenta, nao rapida — lenta, como convem. Uma revolucao que comeca por desligar as notificacoes. Por ler um livro inteiro, sem saltar paginas.
A pressa e a mae de todos os erros, mas tambem e a assassina de todas as alegrias.
Nao e nostalgia. E sobrevivencia. Numa era em que a velocidade nos consome, a lentidao e o ultimo ato de resistencia.